E assim vivendo e tentando adquirir o conhecimento contido nas mais simples coisas da natureza, sinto com o massagear das gotículas de água da chuva, a pureza e o caminho traçado em meu corpo. Transferindo-me o pulsar e o ver, o conhecer e o ouvir, o caminhar e o sentir. E de diversas formas como num rastro de pólvora, culminando seu alvo, meus olhos seguem extasiados em direção ao brilho da Lua, permitindo-me pensar que: Ainda que seja possível segurar uma luz tão grandiosa em minha mente, minhas idéias aparecerão iluminadas e continuarão iluminando o que pode ser visto por outro alguém.
Simplesmente por que em meio à mudança de cor, do azul mais denso, para o mais sublime, espreguiço-me com a certeza de que o hoje acontece com o despertar dos tons. Como uma mancha aparente no céu, trepidando a imagem limpa da Lua.
Assim acontece na vida, os circunstâncias aparecem e trepida sua imagem para que tu possas ser notado. Sabendo que lá no pico da montanha, onde o ultimo raio de Sol me aquece, impulsiono-me para a descida com a sensação de dever cumprido. E vejo que entre olhares, mudanças de estações, frio, calor, a intrínseca vontade de permanecer imutável me comprime à certeza de que nem sempre mudanças são necessárias. Contudo finalizo com a discordância de muitos fatos, para refletirmos o quão vasta é a nossa capacidade de absorção e interpretação, mesmo com o diferenciar dos momentos, tudo aquilo que é proposto, nos converte à certeza de que isso sim pode ser realmente o que queremos.(Adinailton Sales)


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