sábado, 10 de setembro de 2011

Tudo que se é visto, Para nada que se é observado.Contradição de Estar e Sentir.

Em um Pôr-do-Sol, que ocorre cotidianamente todos os dias de nossas inefáveis e efêmeras vidas, o olhar de muitos transgride expressões, contradições.
Olhares de um alguém que não busca a chance de apenas visualizar aquilo que é observado por poucos.
Consigo ver através de inúmeras observâncias uma serie de tonalidades. Do azul mais sintilante até o amarelo mais vivo. Contudo a unica tonalidade que não é percebida é o Preto, talvez porque o Preto lembra o sozinho, o solitário.
O que me deixa mais intrigado é que das inúmeras observâncias acontecidas, como que por uma porcentagem encontro-me 90% Sozinho; 8% com uma caneta e 2% com um papel.
O engraçado é que:
Quando estou sozinho  não escrevo, Penso e Indago.
Quando encontro-me com a caneta, Apenas Rabisco-me.

Quando estou com o papel, Apenas Observo

Palpitações

Distante de muitos e próximo de todos, as teorias, as críticas, as manias,as vontades, ideologias, pensamentos, algozes e altrozes palpitações, aparecem e se distanciam.
Quando o movimento das ondas são ocorridas por ventos incapazes de ser sentido à pele, ou quando o abraço do vento te movimenta, aquilo que lhe conceituava se distancia lhe deixando confuso, avesso.
Quando todo o movimento pelo momento lhe é sentido, quando a batida da onda na pedra se propaga juntamente com cada batida do seu coração, você encontra-se observando uma luz refletida aos olhos de quem consegue à enxergar, propagada juntamente com o movimento das águas, sendo recebida pela observância do indivíduo completamente carregada de energias.

Contraditoriamente falando, energia esta que se esvai e se é absorvida, através de palpitações, indagações ou pensamentos.
Contudo jamais deixam de ser energia, pois sempre são sentidas.

16Hr

A casa velha no final da rua, agora tem o silêncio das tardes de inverno. Quieta, nem parecia que o vento de agosto varria as folhas do quintal, Os passáros, as borboletas e de novo o vento, mas ainda o silêncio. Sombra só da fumaça do cigarro, cigarros, outra companhia sem abondono no final do dia.

Li livros que falavam tanta sobre como sobreviver sozinho, que hoje tento buscar nas memórias as várias formas de estar com alguém. Está junto é diferente de estar com alguém, junto a você outra vez, eu quero, no entanto, tenho entre vc e eu uma distância tão desagradável quanto deselegante.


As minhas ações já fogem do comum ou normal, não faço animações corporais para agradar a mais ninguém, não quero agradar ninguém, só finjo, e, isso sim, eu faço muito bem. Fingir é o meu forte. Se as verdades ainda estão guardadas para qualquer dia em algum tempo, deixo-as queitas para não ferir os seus sentimentos. No demais, merecemos e precisamos um do outro, como o sol das 15:30Hr necessita das sombras das 16:00Hr. Pelo contrário, tudo seria quente.


As 16Hr tem sombra, sol, vento, pássaros, borboletas e desejos sem fim.. só não tem o que eu realmente quero. O que eu quero ficou e virou passado, o que eu quereria virou futuro, já não quero mais. Vejo mais uma vez a luz branca e amarela do sol da tarde.. mas vejo sem niguem. 


By: Atilon Lima